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sábado, 1 de outubro de 2011

DEFICIENTE VISUAL CRITICA ACESSIBILIDADE NO ROCK IN RIO

Renato Landim
 
Depois das revelações quanto às condições de acessibilidade no Rock in Rio manifestadas por quem usa cadeiras de rodas, publicadas na mídia e, inclusive no RIO COMUNIDADE, o relato agora é de uma deficiente visual, que esteve no primeiro dia do Festival.

Deborah Prates foi acompanhando sua filha adolescente de 17 anos e, por prudência, optou deixar seu cão-guia em casa. Ela conta que por diversos meios tentou buscar informações sobre as condições que os deficientes físicos iriam encontrar no show, mas, segundo a advogada, ou eram imprecisas, ou insuficientes. A tentativa de chegar ao portão principal de táxi foi barrada pelos guardas. Depois de encarar a viagem em ônibus comum, a solução foi caminhar por 1,5km, sem uma sinalização apropriada e em terrenos irregular, de acordo com Deborah.

Embora tenha tido conhecimento da entrada especial para deficientes, Deborah parou com sua filha na entrada principal e ao indagar aos seguranças por onde ela deveria entrar, percebeu o despreparo dos zeladores. Segundo ela, um deles chegou a dizer: “Passa aquele viaduto!”, não considerando que falava com uma deficiente visual.

Do lado de dentro da Cidade do Rock, ao perguntar onde ficavam os banheiros, ouviu informações imprecisas. Deborah conta que no local havia uma pia para lavar as mãos, mas um degrau dificultava o acesso e também não tinha rampa. Ao receber a informação de que havia espaço reservado para os cadeirantes, a deficiente visual imaginou poder usufruir de benefício semelhante. Ela conta que chegou a pedir informações a cerca de dez pessoas ligadas ao evento, e todas não sabiam prestar os esclarecimentos. Deborah diz que percebeu o constrangimento de um bombeiro ao revelar que não tinha ciência de local para deficientes visuais, embora estivesse ali desde a construção da Cidade do Rock.

O RIO COMUNIDADE vem tentando por diversas vezes entrar em contato com a assessoria de imprensa do evento para obter respostas quanto às reclamações feitas pelos deficientes físicos. Até o momento não houve retorno aos e-mails enviados.

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