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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

PASSEATA NO RIO CHAMA ATENÇÃO PARA A CAUSA DO DEFICIENTE FÍSICO

Texto e fotos: Renato Landim

Cerca de 200 pessoas, entre deficientes físicos e familiares, participaram da passeata Superação 2011, no Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, que foi da Candelária à Cinelândia, no Centro do Rio. Realizado na cidade desde 2009, o evento deste ano trocou a caminhada na orla de Copacabana pela Avenida Rio Branco. Segundo os organizadores, a alteração foi uma forma de mostrar o quanto esta região da capital ignora o deficiente, desde falta de rampas, pisos táteis e, sobretudo, quanto às pedras portuguesas nas calçadas.  Estas são consideradas uma “inimiga” não apenas dos deficientes, mas também de idosos e de pessoas com dificuldades de locomoção.

Ainda na concentração na Candelária, foram cantados o Hino Nacional e outra composição, cujo tema era o deficiente físico, interpretada pelo cantor Gabrielzinho do Irajá, deficiente visual. Durante o percurso, a PM e a Guarda Municipal deram apoio à caminhada. O grupo fazia um “apitaço”, como forma de chamar atenção para a celebração da data, tendo recebido a simpatia de quem observava a manifestação.

Entre os grupos presentes estavam a Associação de Pais e Amigos do Excepcional (APAE), a Federação de Instituições Beneficientes (Febiex), Associação de Nanismo do Rio, entre outros. De Petrópolis, vieram representantes do Fórum dos Amigos da Pessoa com Deficiência. Segundo Amanda Moraes, uma das lideres do grupo, embora o Conselho esteja atuando há apenas 4 meses, os resultados já começam a surgir. “Queremos uma cidade inclusiva. Estamos dando assessoria na área de acessibilidade, e até mesmo a Prefeitura já veio nos procurar pedindo ajuda para melhorar as condições”, destacou.

Na Cinelândia, o evento prosseguiu com demonstrações de capoeira adaptada e dança de cadeira de rodas . De Anchieta, a Companhia de Dança Sonho do Corpo, com Marcelo Nascimento e as irmãs Marcele e Mareana Isaías receberam calorosos aplausos do público. Presente à manifestação, Luciana Gonçalves Novaes destacou para a farta existência  de leis visando o deficiente físico. “Só faltam ser cumpridas, principalmente as relacionadas às vagas de estacionamento”, disse a estudante que, em 2003, ficou tetraplégica, vítima de uma bala perdida provavelmente vinda do Morro do Turano, quando estava no pátio da Universidade Estácio de Sá, no Rio Comprido.

O coordenador do Instituto Novo Ser, Ricardo Gonzalez, salientou para a luta dos direitos das pessoas com deficiência que não são efetivamente atendidos. Com relação à Carta-Manifesto, divulgda ao fim do evento, ele frisou que será formada uma comissão para acompanhar o andamento das reivindicações junto às autoridades.

Passeata ocupa uma faixa da Av. Rio Branco, no Centro

Na Cinelândia, apresentação de capoeira adaptada

Apresentação de hip-hop

Apresentação da Companhia Sonho do Corpo, de Anchieta

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