NOSSA PROPOSTA

Este blog é uma realização de jovens jornalistas da Universidade Salgado de Oliveira, em Niterói, trazendo o que acontece na cidade e adjacências nas áreas de educação, moda, cultura, lazer, esportes, política, economia, responsabilidade social e temas da atualidade, destacando o jornalismo comunitário.

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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

PROJETO LEVA MÚSICA E HISTÓRIA AOS SURDOS

Renato Landim


Um projeto do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) está levando uma parte de nossa cultura musical aos deficientes auditivos. “Música Brasileira em Língua de Sinis:História, Política e Cultura” é um trabalho que reúne em dois DVDs, dez clássicos da Música Popular Brasileira.

O projeto é encabeçado pela diretora da instituição, Solange Rocha, é narrado em libras por Valdo Nóbrega e Alex Curione e também tem legendas em português, contemplando, assim, tanto surdos como ouvintes.

As canções escolhidas traçam um panorama da história do século XX e que provocaram discussão sobre o momento sócio-político do Brasil. Entre as composições estão Ó Abre Alas, de Chiquinha Gonzaga, Filosofia, de Noel Rosa, O Canto do Pajé, de Heitor Villa-Lobos e Paula Barros, Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, Carcará, de João do Valle e José Cândido, Alegria Alegria, de Caetano Veloso, Tanto Mar, de Chico Buarque, Metáfora, de Gilberto Gil, Borzeguim, de Tom Jobim e Quizomba, de Luiz Carlos da Vila

Nos DVDs, cada faixa contém a interpretação literal da letra, assim como a análise histórica, fazendo uma contextualização do Brasil e o mundo na época de sua criação. O trabalho apresenta ainda o clipe com a interpretação da música em libras e a biografia do autor. Aos professores de História e de Língua Portuguesa do Ines coube atuar em cada canção os fatos históricos e as sequencias literárias.

A tiragem inicial da obra é de 3 mil cópias e, além de servir de material didático aos alunos surdos, os DVDs serão encaminhados para as escolas públicas do País. A diretora do Ines, Solange Rocha em breve dará uma entrevista ao RIO COMUNIDADE sobre o assunto.
Reprodução da capa do DVD do Ines unindo música e história (Foto:divulgação)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

IBC PROMOVE ENCONTRO PARA DEBATER EDUCAÇÃO E CULTURA DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Renato Landim

O Instituto Benjamin Constant promove hoje um seminário sobre o tema: A pessoa com deficiência no Rio de Janeiro: das questões legais ao processo educativo. O evento foi dividido em duas partes. Na primeira, Maria da Glória Almeida, Armando Membri e Rita Aguiar vão falar sobre os aspectos educacionais e culturais.

Em relação aos aspectos legais, o tema será debatido por Ricardo Azevedo e por Geraldo Nogueira. O seminário acontece a partir das 11:30h no teatro do IBC, que fica na Avenida Pasteur, 350, na Urca.

MISSA DESTACA TRABALHO DE 30 ANOS DA PASTORAL DOS SURDOS

Renato Landim

Uma missa na Igreja Santa Margarida Maria, na Lagoa, foi celebrada em ação de graças pelos 30 anos da Pastoral dos Surdos da Igreja Católica, no Rio de Janeiro. O assistente eclesiástico da Pastoral das Pessoas com Deficiência e da Pastoral dos Surdos, Padre Jayme de Oliveira celebrou a missa, na qual os deficientes auditivos tiveram participação ativa, inclusive na leitura das palavras da Sagrada Família.

Na homilia, Padre Jayme destacou que há de se agradecer a Deus para aumentar a fé numa sociedade que, segundo ele, ainda precisa muito conhecer a cultura do surdo. O sacerdote não escondeu a emoção ao expressar o sentimento daqueles que trabalham ou convivem com pessoas com deficiência auditiva. “ O verdadeiro milagre acontece aqui quando somos capazes não de sermos curados de uma surdez física, mas quando somos capazes de sermos curados de uma surdez espiritual. Precisamos ser fraternos para entender essa língua maravilhosa do Cristo: "amai-vos uns aos outros como eu vos amei", garantiu

ÚLTIMAS HORAS PARA ACOMPANHAR A MOSTRA VIVER COM ARTE NA ALERJ

Texto e fotos Renato Landim

Termina nesta sexta-feira, dia 30, a mostra Viver com Arte, com 18 telas pintadas com a boca por artistas com deficiência física, em exposição no saguão da Assembleia Legislativa. O evento integra as comemorações pelo Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado no último dia 21.

Luciano Alves, Jefferson Maia e Marcelo Cunha mostram seus trabalhos em acrílico e óleo, revelando que a arte supera qualquer deficiência. Dentre eles, Maia é o único que possui movimento nos braços, mas faz questão de pintar com a boca, e se diz espantado com a precisão de seu desenvolvimento seja maior com ela e não com as mãos.
A exposição Viver com Arte na Alerj pode ser vista entre 9 e 17h.
"Colheita de Café", de Marcelo Cunha

"Mirante da pesca", de Jefferson Maia

"Varanda Primaverial", de Luciano Nascimento




PASSEATA NO RIO CHAMA ATENÇÃO PARA A CAUSA DO DEFICIENTE FÍSICO

Texto e fotos: Renato Landim

Cerca de 200 pessoas, entre deficientes físicos e familiares, participaram da passeata Superação 2011, no Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, que foi da Candelária à Cinelândia, no Centro do Rio. Realizado na cidade desde 2009, o evento deste ano trocou a caminhada na orla de Copacabana pela Avenida Rio Branco. Segundo os organizadores, a alteração foi uma forma de mostrar o quanto esta região da capital ignora o deficiente, desde falta de rampas, pisos táteis e, sobretudo, quanto às pedras portuguesas nas calçadas.  Estas são consideradas uma “inimiga” não apenas dos deficientes, mas também de idosos e de pessoas com dificuldades de locomoção.

Ainda na concentração na Candelária, foram cantados o Hino Nacional e outra composição, cujo tema era o deficiente físico, interpretada pelo cantor Gabrielzinho do Irajá, deficiente visual. Durante o percurso, a PM e a Guarda Municipal deram apoio à caminhada. O grupo fazia um “apitaço”, como forma de chamar atenção para a celebração da data, tendo recebido a simpatia de quem observava a manifestação.

Entre os grupos presentes estavam a Associação de Pais e Amigos do Excepcional (APAE), a Federação de Instituições Beneficientes (Febiex), Associação de Nanismo do Rio, entre outros. De Petrópolis, vieram representantes do Fórum dos Amigos da Pessoa com Deficiência. Segundo Amanda Moraes, uma das lideres do grupo, embora o Conselho esteja atuando há apenas 4 meses, os resultados já começam a surgir. “Queremos uma cidade inclusiva. Estamos dando assessoria na área de acessibilidade, e até mesmo a Prefeitura já veio nos procurar pedindo ajuda para melhorar as condições”, destacou.

Na Cinelândia, o evento prosseguiu com demonstrações de capoeira adaptada e dança de cadeira de rodas . De Anchieta, a Companhia de Dança Sonho do Corpo, com Marcelo Nascimento e as irmãs Marcele e Mareana Isaías receberam calorosos aplausos do público. Presente à manifestação, Luciana Gonçalves Novaes destacou para a farta existência  de leis visando o deficiente físico. “Só faltam ser cumpridas, principalmente as relacionadas às vagas de estacionamento”, disse a estudante que, em 2003, ficou tetraplégica, vítima de uma bala perdida provavelmente vinda do Morro do Turano, quando estava no pátio da Universidade Estácio de Sá, no Rio Comprido.

O coordenador do Instituto Novo Ser, Ricardo Gonzalez, salientou para a luta dos direitos das pessoas com deficiência que não são efetivamente atendidos. Com relação à Carta-Manifesto, divulgda ao fim do evento, ele frisou que será formada uma comissão para acompanhar o andamento das reivindicações junto às autoridades.

Passeata ocupa uma faixa da Av. Rio Branco, no Centro

Na Cinelândia, apresentação de capoeira adaptada

Apresentação de hip-hop

Apresentação da Companhia Sonho do Corpo, de Anchieta

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

SURDEZ É TEMA DE DEBATE NA UFF

Renato Landim

A Universidade Federal Fluminense realiza nesta quarta feira, dia 28, um evento ligado à deficiência auditiva. O tema é ser surdo: identidades, culturas, comunidades será debatido no Campus Gragoatá, no auditório do 2º andar do bloco O, entre 9 e 19h.

Entre os palestrantes já confirmados estarão a psicóloga Luciana Ruiz, a professora da Unirio, Vera Loureira, a professora do Instituto Benjamin Constant, Mariana Castro e a pedagoga e professora de Língua de Sinais da UFF, Luciane Rangel, entre outros. As palestras são gratuitas.

NO DIA DE LUTA DO DEFICIENTE, IDODOS ATRAEM ATENÇÕES NO NITEROI ACESSÍVEL

Texto e fotos: Renato Landim

Para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, Niterói promoveu mais uma edição do Niterói Acessível, montada na área ao lado do shopping Bay Market, no Centro. Durante quatro horas, o evento ofereceu serviços gratuitos tanto para deficientes quanto para o público em geral em questões de cidadania. Em várias tendas era possível medir a pressão, fazer testes de glicose e receber dicas de beleza, entre outros.

Na tenda da Associação dos Profissionais Tradutores/Intérpretes de Libras, (Aprilrj), as principais dúvidas dos deficientes auditivos eram sobre cursos do SENAI e o serviço de atendimento pelo computador. “Eles querem saber sobre o funcionamento da nossa Central Online, que ajuda em várias situações nas quais eles teriam dificuldades de comunicação”, disse a intérprete Fabíola Soares. Perto dali, o espaço do Jardim Sensorial da Faetec era envolto por uma lona, que atribuía um ar de mistério ao lugar. “Isso é para dar mais privacidade a quem vier fazer o teste, pois se usa uma venda, e muitas pessoas ficam com vergonha”, justifica a responsável pelo programa Ângela Linhares. Um dos que experimentaram o Jardim foi o estudante Eduardo Glasser, que considerou o trabalho interessante. “Fazemos um pré-julgamento e quando olhamos para uma planta, por exemplo, não damos a menor atenção. Serviu para sentir como é a vida real do deficiente visual”, revelou.

A secretária de Acessibilidade de Niterói, Tânia Rodrigues, disse que a data serve como reflexão sobre as conquistas alcançadas e o que deve ser feito mais adiante. Ela destacou que o evento ajuda a produzir na sociedade a conscientização que o deficiente físico tem capacidade para quaisquer atividades. “Levamos o Niterói Acessível a todos os bairros da cidade e pretendemos mostrar o deficiente que deu certo, e dizer àquele que está em casa, desmotivado, que ele pode contribuir com os semelhantes”, frisou a secretária.

O local mais concorrido foi o da Fundação Leão XIII, que oferecia, de graça, 2ª via de documentos. Morador de Santa Bárbara, o desempregado Ricardo Augusto foi uma das cerca de 200 pessoas que aguardavam na fila para atendimento. Ele reclamou das poucas senhas distribuídas, e depois de esperar por 45 minutos, saiu com o requerimento de carteira de trabalho, que vai ajudá-lo a conseguir um emprego.

O público que usava o Bay Market como passagem até o Terminal Rodoviário parava por instantes para ver apresentações de grupos de dança em cadeira de rodas e de basquete adaptado do time da Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef). Ao final do evento, a apresentação do “Arte de Dançar”  de levou o público estimado de cem espectadores ao delírio. Formado em sua maioria por mulheres e apenas um homem com média de idade de 60 anos, o grupo dançou hip-hop, funk e músicas americanas dos anos 70, dando um exemplo de saúde e vitalidade. Aos 88 anos, Acyr Magalhães mostra com orgulho sua carteira de identidade, esbanja simpatia e vontade de viver. “Quando o professor liga o som, o mundo acaba para mim. Só tem Ele (Deus), eu e a música”, disse a aposentada, que continuou dançando durante a entrevista.


Alessandra Gomes e Júnior dançando no Niterói Acessível, no Centro


Estudante Eduardo Glasser experimenta o Jardim Sensorial: "senti a vida real do deficiente"

Grupo Corpo em Movimento, da Andef, arrancou aplausos

"Arte de Dançar"; idosos levaram o público ao delírio

terça-feira, 27 de setembro de 2011

ROCK IN RIO DESAFINA NO TRATO AOS DEFICIENTES FÍSICOS

Renato Landim

O Rock in Rio já começou e centenas de pessoas compareceram nos primeiros dias do festival. Se as noticias quanto ao acesso e o serviço dos transportes públicos não foram consideradas boas, os deficientes físicos que planejam acompanhar o evento têm muitas dúvidas quanto a melhor forma de chegar à Barra da Tijuca.

O site oficial do Festival conta com duas orientações principais. Para chegar à Cidade do Rock, os deficientes físicos devem utilizar o portão especial localizado no lado esquerdo da entrada. Na parte interna, eles ficarão em um local reservado com vista para os Palco Mundo e Sunset. Segundo informações do Festival, cada cadeirante terá direito a levar um acompanhante para o setor. Para os deficientes visuais que forem acompanhados de cão guia, o site não faz referencia alguma, embora uma reportagem da Rede Globo, na semana passada, tenha informado que o acesso deste será permitido, ao contrário de animais em geral. No entanto, também não há informações sobre a existência de pisos táteis e locais específicos para deficientes visuais e o cão-guia acompanharem os shows com segurança.

Quanto ao transporte, a Fetransport pôs a disposição as Linhas Primeira Classe, ao custo de R$30,00, que partem de 14 pontos do Rio de Janeiro com hora determinada e que deixarão os passageiros bem próximos à Cidade do Rock. As linhas não são adaptadas para cadeirantes, apesar de os ônibus ostentarem o selo de acessibilidade, e há relatos de que quem for utilizar o serviço será carregado no colo ao interior do coletivo, e a cadeira colocada em um bagageiro. Quem quiser usar os ônibus circulares, o Terminal Alvorada dispõe de Linhas Circulares com destino ao local do evento no Autódromo, que vão funcionar o dia todo. Tanto no Autódromo quanto no Riocentro, segundo a organização, haverá vans especiais exclusivamente para deslocar os deficientes físicos ao local do evento, assim como cadeiras de transbordo também estarão disponíveis no estacionamento em frente ao local dos shows. Os organizadores informam que o serviço será feito com o auxílio de profissionais treinados para realizar o procedimento de forma correta. Outra opção pode ser os táxis adaptados que deixarão os deficientes físicos dentro da Cidade do Rock. Os preços, em média, custam R$ 200,00.

Eduardo Camara, do blog Mãos na Roda, relata que no Terminal Alvorada houve congestionamento no primeiro dia do evento. Nos ônibus, mesmo com o elevador específico, teve de subir carregado, embora tenha sido observado o embarque preferencial.  Segundo ele, a alegação dos motoristas era para agilizar o serviço e escoar mais rápido os passageiros. No desembarque, a denúncia era quanto a ausência das vans que levariam os cadeirantes até a entrada da Cidade do Rock. A solução foi percorrer cerca de 1,5 km e vencer a dificuldade para encontrar os locais com rampas, pois, segundo eles, não havia sinalização.

Na área interna do Rock in Rio, de acordo com informações do “Mãos na Roda”, a região destinada aos cadeirantes está posicionada de forma obliqua, mas é considerada boa. Eduardo Camara  sugeriu que pudesse ser num nível mais alto e localizada mais na parte central do palco, para poder acompanhar melhor os shows.  A reclamação maior foi para a falta de consciência de outros cadeirantes que puseram no espaço até cinco acompanhantes, e se postavam de pé, prejudicando a visão do palco. Quanto aos banheiros, de acordo com Camara, só havia sanitários químicos, colocados longe da área reservada, e ainda eram usados por todos os frequentadores. Ao final da noite, não foi realizado o asseio devido, sendo impossível utiliza-los.




Entrada dos deficientes físicos na Cidade do Rock



Visão do palco do Rock in Rio da área destinada aos cadeirantes (fotos: blog Mão na Roda)

Disposição das atrações, inclusive das áreas onde ficam os deficientes físicos (foto:divulgação)

RIO CONHECE SOFTWARE PARA DEFICIENTES VISUAIS

Renato Landim

O Rio de Janeiro está entre as onze cidades que o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) vai fazer um treinamento, hoje, dia 27, às 15h, em Brasília, para o uso do programa Liane TTS, que permite às pessoas cegas ou com baixa visão usarem computadores com mais facilidade. Gratuita, a ferramenta é baseada em software livre e o evento é dirigido às instituições que atendem deficientes visuais.

Desenvolvido em parceria com o Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ, o programa consiste em um sintetizador de voz para leitura de tela e está disponível para download no portal do Serpro nas versões para Linux e Windows. De acordo com o Serpro, o programa vai contemplar também pessoas com dislexia e outras dificuldades de leitura ou com deficiência de fala, assim como crianças pré-alfabetizadas. Para o presidente da empresa, Marcos Mazoni, ainda não havia no Brasil uma ferramenta nacional e gratuita que viesse auxiliar o deficiente visual a interagir melhor com o computador.

CATÓLICOS DO RIO CELEBRAM PRIMEIRA MISSA INCLUSIVA

Texto e fotos: Renato Landim

Cerca de 50 pessoas acompanharam a primeira missa acessível na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro, celebrada pelo Arcebispo Dom Orani Tempesta. Em comemoração ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, o ato contou com intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras) da Pastoral do Surdo da Arquidiocese e da Central Carioca da Secretaria da Pessoa com Deficiência do Rio, e o sistema de audiodescrição, pelo qual, utilizando fones de ouvidos, os deficientes visuais puderam conhecer detalhes, como as vestes dos celebrantes e todo o ritual religioso, entre outros.

Participaram também da missa adultos e jovens em cadeiras de rodas e com deficiência mental. No início da cerimônia, a delegada da Comissão da Pessoa com Deficiência da OAB-Rio, Deborah Prates, destacou a importância do ato e citou uma passagem bíblica. Quanto à acessibilidade, ela frisou que os deficientes precisam de oportunidades, para que a igualdade seja conquistada, e adiantou que a experiência no seio católico será levada a todas as denominações religiosas.

Além de Dom Orani, a missa foi celebrada pelo assessor da Arquidioce da Pastoral de Pessoas com Deficiência, Padre Jayme Henrique Oliveira, entre outros religiosos. O Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro destacou que a celebração da eucaristia tem que ser dirigida para todos e, como algumas são traduzidas para outros idiomas, os deficientes não poderiam ser esquecidos, para que a palavra de Deus chegue a todos.

O Presidente da Comissão da Pessoa com Deficiência da OAB-Rio, Geraldo Noguera, que é cadeirante, classificou a missa como um grande exemplo. Segundo ele, a Igreja representa um papel importante na sociedade e a missa inclusiva significa uma mensagem de inclusão e de acolhida das pessoas com deficiência, como forma de que todos tenham sentido o Espírito de Deus. Também estiveram na cerimônia o presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados, deputado federal Otávio Leite, e o presidente da Comissão da Pessoa com Deficiência da Alerj, deputado estadual, Márcio Pacheco.

Presente à missa, o deficiente visual Valdir Lopes, do grupo Anjos de Visão, aprovou a iniciativa, mas salientou que, em alguns momentos, teve a audição prejudicada, atribuída por ele à acústica da Catedral. Ele reclamou que o sistema de audiodescrição não fazia referência aos momentos em que o público deveria sentar ou ficar de pé na cerimônia. A equipe do Cinema Falado, empresa responsável pelo serviço, rebateu a informação, destacando que o celebrante citava o ritual da missa.

Na Catedral de São Sebastião, os deficientes físicos encontram rampas e portões que permitem o trânsito de cadeiras de rodas. Os sanitários são adaptados, mas estão situados no subsolo. Para os cadeirantes chegarem até lá é preciso passar pelo lado de fora, sem cobertura, entrando por uma garagem. O administrador da Paróquia Monsenhor Aroldo Ribeiro minimizou a questão e frisou que tem recebido elogios pelas condições de acessibilidade da igreja.




Deficientes visuais acompanham a missa com audiodescrição
 
Intérpretes de Libras traduzem a missa para os deficientes auditivos

sábado, 24 de setembro de 2011

“LEONEL PÉ DE VENTO” DESPEDE-SE ESTE FIM DE SEMANA NO RIO

Renato Landim

Termina neste fim de semana a temporada da peça infantil “Leonel Pé de Vento”, em cartaz no Oi Futuro, do Flamengo. Trata-se de mais um espetáculo na cidade do Rio de Janeiro destacando a acessibilidade com audiodescrição para os deficientes visuais e intérpretes de libras para os deficientes auditivos. Com texto de Jair Giacomini e Tarcísio Puiati e direção de João Batista, a peça conta a história de Leonel que só vive flutuando e não pisa no chão. Dessa forma, ele é confundido com pássaros e também com assombrações.

O elenco do infantil traz Graciela Pozzobon, Roberto Souza, Alexandre Davi, entre outros. A peça começa às 16h e custa R$10,00. O Oi Futuro fica na Rua Dois de Dezembro, 63, no Flamengo, local totalmente acessível.

“FRANCISCO E O MUNDO” EM SINAIS NO SÁBADO

Renato Landim

Uma dica de teatro para esse fim de semana é o espetáculo infantil “Francisco e o Mundo”, no Teatro do Jockey. Na sessão deste sábado, dia 24, às 18:30h, a peça vai contar com o recurso de intérpretes da língua de sinais para os deficientes auditivos.

Com bonecos e jogos, a peça discute o uso da tecnologia pelas crianças. O espetáculo tem texto de Renata Mizzahi e direção de Diego Molina. Nos papéis principais, Alexandre Barros, João Vithor Oliveira, Márcia Brasil, entre outros.

O Teatro do Jockey fica na Avenida Bartolomeu Mitre, 1.110, na Gávea. O ingresso custa R$20,00

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

CATÓLICOS TERÃO MISSA ACESSÍVEL NO RIO

Renato Landim


Uma missa totalmente acessível será celebrada nesta sexta-feira, dia 23, a partir das 10h, na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro. Celebrado pelo Cardeal-Arcebispo, Dom Orani Tempesta,o ato religioso vai contemplar a audiodescrição e dispor de intérpretes da língua brasileira de sinais.

O ato representa mais uma ação comemorativa ao dia de luta da pessoa com deficiência. A Catedral Metropolitana do Rio fica na Avenida Chile, 254, no Centro.

ALERJ ENTREGA MOÇÃO DE LOUVOR A PERSONALIDADES DE DESTAQUE PELA CAUDA DOS DEFICIENTES FÍSICOS

Renato Landim

Ainda em comemoração ao Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência, a Assembleia Legislativa do Rio promove hoje, às 18h, a entrega de moções de louvor às pessoas com deficiência que têm ações destacadas no Rio de Janeiro.

Com a iniciativa, o deputado Márcio Pacheco, presidente da Comissão da Pessoa com Deficiência, destaca que a homenagem celebra a data e representa a possibilidade de reflexão de toda a sociedade sobre a vida e a realidade de todos os cidadãos deficientes físicos.

Ao todo, serão homenageadas 23 pessoas, entre as quais, o nadador paraplégico Clodoaldo Silva, a advogada deficiente visual Déborah Prates, a repórter Fernanda Honrato,que tem Síndrome de Down, os músicos Herbet Viana e Marcelo Yuka, e o esportista Lars Grael.

WORKSHOP DISCUTE EMPREGOS PARA DEFICIENTES NO RIO

Renato Landim

O Instituto Muito Especial promove nesta sexta-feira o Iº Workshop de Empregabilidade do Rio de Janeiro com o objetivo de facilitar o cumprimento da Lei de Cotas por parte das empresas. No encontro, empresas e especialistas na área vão abrir um canal de diálogo para que as instituições tenham condições de receber pessoas com deficiência de forma satisfatória. Entre os temas abordados estão a formação e qualificação para pessoas com deficiência, novas teminologias, adaptações necessárias ao ambiente de trabalho e mudanças na arquitetura após a contratação, entre outros assuntos.

O evento acontece entre 9 da manhã e meio-dia no Hotel Windsor Guanabara Hotel, na Avenida Presidente Vargas, 392, no Centro. As inscrições podem ser feitas pelo telefone 3239-1864 ou pelo e-mail produtora@muitoespecial.com.br em nome de Priscila Pereira. A entrada é franca.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

EVENTOS NO RIO MARCAM CELEBRAÇÃO PELO DIA DE LUTA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

Renato Landim

Nesta quarta-feira, o Brasil comemora o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. No Rio de Janeiro, diversos eventos e manifestações estão marcados para celebrar a data.

No centro da cidade, a partir das 9h, acontece a passeata Superação Rio 2011, da Candelária à Cinelândia. O evento nos anos anteriores ocorria na orla de Copacabana, mas a mudança, de acordo com os organizadores, tem o objetivo de pontuar as dificuldades em termos de acessibilidade no centro do Rio. Além disso, eles consideram a Avenida Rio Branco, tido como centro financeiro da cidade, um dos locais mais inacessíveis do município. Também será entregue às autoridades uma “carta manifesto”, na qual estarão contidas reivindicações pelos direitos de todas as pessoas, independente de deficiência.

O coordenador do Instituto Novo Ser, Ricardo Gonzalez, frisou que, além de despertar a atenção com mais veemência sobre a acessibilidade da futura cidade olímpica, o centro do Rio deveria servir de referência positiva nessa questão. Entre as presenças confirmadas, estão os músicos Marcelo Yuka e o rapper Billy Saga, ambos cadeirantes.

Às 18h, no saguão da Assembleia Legislativa, acontece a abertura oficial da exposição Viva com Arte de Pintores com pés e bocas. A mostra pode ser vista até o próxima dia 30, de segunda à sábado entre 10 e 17h e os domingos de meio-dia às 17h. A entrada é franca.

Em Niterói, vai acontecer a 14ª edição do Niterói Acessível. O evento está marcado para o Bay Market, situado ao lado da Estação de Barcas, entre 14 e 18h. Oferecendo serviços gratuitos, o projeto vai dispor de transporte ponto a ponto, aconselhamento jurídico, e um passeio por um Jardim Sensorial, além orientações sobre saúde e inscrição para o cartão especial de estacionamento, tanto para deficientes físicos quanto para idosos. Os deficientes auditivos terão à disposição intérpretes de Libras.


PROFESSORA SURDA LANÇA LIVRO SOBRE LIBRAS NO RIO

Renato Landim

“A história da Língua de sinais dos surdos brasileiros- Um estudo descritivo de mudanças fonológicas e lexicais da Libras”. Esse é o tema do livro que a professora Heloise Gripp Diniz lança nesta terça-feira, às 18h, na Livraria do Museu da República, no Catete. A obra é da Editora Azul.

Segundo informações do site da editora, o objetivo do livro da Professora da UFRJ é resgatar parte da história da evolução da língua brasileira de sinais, sendo o trabalho acadêmico estar ao alcance de todos os interessados por essa forma de comunicação. De acordo com Heloise Gripp, “a Libras é minha primeira língua, a minha vida, a minha comunicação, já que sou filha surda de pais surdos”.

Capa do livro de Heloise Gripp sobre a língua de sinais brasileira, em lançamento hoje, no Palácio do Catete.

DESENHO INDUSTRIAL É TEMA DE DEBATE NA OAB/RJ

Renato Landim

Orientar empresários, órgãos corporativos e poder público do Estado para adotar as normas do desenho industrial será o foco do Seminário Acessibilidade nas relações de consumo, que acontece hoje, das 10 às 13h, no auditório da OAB/RJ. O evento é promovido pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, em parceria com a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da entidade.

O evento é comemorativo ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência e chama a atenção de todos para que os cidadãos possam ter oportunidades, principalmente com a proximidade da Copa do Mundo e das Olimpíadas. O endereço da seção da OAB/RJ é Av. Marechal Câmara, 150, 9º andar, Centro.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

ALERJ INAUGURA EXPOSIÇÃO DE QUADROS DE PINTORES COM A BOCA

Renato Landim

De hoje até o dia 30, a Assembleia Legislativa do Rio expõe quadros de Pintores com a Boca, em comemoração ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, que será celebrado nesta quarta-feira. Em uma iniciativa da Comissão da Pessoa com Deficiência, Jefferson Maia, Marcelo Cunha e Luciano Saurius, todos cariocas, foram os artistas selecionados para a mostra.

Jefferson Maia, de 47 anos, ficou tetraplégico ao sofrer um assalto com arma de fogo. Isso, no entanto, não foi obstáculo para realizar várias atividades e praticar esportes adaptados. A pintura com a boca deixou-o surpreso com sua capacidade artística. Atuante no alerta às condições de acessibilidade, ele mantém no ar o blog Inclusivas. Quando tinha 21 anos, Marcelo Cunha quebrou duas vértebras, após um mergulho numa cachoeira, ficando também tetraplégico. Hoje, aos 42 anos, tornou-se autodidata na pintura com a boca, aproveitando os conhecimentos de sua atividade como designer gráfico. Tetraplégico, igualmente devido a um acidente após um mergulho, Luciano Saurius conheceu a Associação de Pintores com a Boca e Pés, que serviu de inspiração. Aos 25 anos, ele ocupa seu tempo produzindo quadros em guache e acrílico.

A exposição de quadros Pintores com a Boca na Alerj acontece de segunda à sábado, entre 10 e 17h e aos domingos, de 12 às 17h.



Nas fotos, Luciano Saurius com algumas de suas obras e em atividade (fotos:divulgação)

 

ÔNIBUS DA COMISSÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA DA ALERJ ESTÁ NA CINELÂNDIA

Renato Landim

Até quinta-feira, o ônibus itinerante da Comissão da Pessoa com Deficiência da Assembleia Legislativa do Rio estará estacionado na Cinelândia, no Centro da cidade. Entre 10 e 17h, os deficientes auditivos terão à disposição uma estrutura para tirar dúvidas, fazer reclamações contra desrespeito às leis, entre outros serviços.

O ônibus é completamente acessível e conta com rampas para cadeiras de rodas, banheiro adaptado e intérpretes da língua brasileira de sinais (Libras). Além de exibir vídeos informativos, o coletivo oferece atendimento jurídico e social em que são distribuídas cartilhas que contem os problemas mais comuns envolvendo a causa do deficiente, como problemas de acessibilidade e aponta as possíveis soluções.
Ônibus especial da Alerj para atender aos deficientes físicos(Foto:divulgação)

PRESENÇA DE DEFICIENTES AUDITIVOS EMOCIONA PLATÉIA E ELENCO DE “DOIDAS E SANTAS”

Texto e fotos: Renato Landim

Para celebrar a 300ª apresentação do espetáculo, o elenco da peça “Doidas e Santas” praticou um gesto de solidariedade e demonstração de amor ao próximo. Um grupo de cerca de 20 deficientes auditivos ligados ao Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) pôde acompanhar a comédia com o auxílio de intérpretes de Libras.
Revezando-se na função, Jadson Abraão e Davi Rosário levaram a eles o clima da peça, em que Beatriz, personagem de Cissa Guimarães, entra em crise, após um casamento de vinte anos. Cansada de uma vida sem aventuras, ela ainda enfrenta a indiferença do marido, que pensa mais em si , e as confusões armadas por sua mãe, a irmã solteira e a filha. “Foi uma vitória do teatro”, resumiu a atriz Cissa Guimarães sobre a experiência pioneira.

Emocionada após o espetáculo, Cissa  recebeu um bolo sobre o qual velas formavam o número 300 e quis saber se os deficientes auditivos haviam gostado do espetáculo, recebendo uma resposta positiva. No hall do Teatro Vannucci, uma senhora manifestou orgulho por estar na mesma sessão a qual os surdos tiveram acesso, por considerar o fato um exemplo de cidadania e de respeitos aos direitos.

Unânimes em pedir mais sessões teatrais em Libras, os deficientes auditivos, de modo geral, disseram estar satisfeitos. Lúcia Severo contou ter sido esta sua  primeira vez no teatro com tradução na língua dos sinais. Ela revelou já ter ido a outro espetáculo, mas como não havia esse recurso, apenas acompanhou a movimentação das cenas, sem, no entanto, nada compreender. “Gostei muito”, contou, na comunicação própria dos surdos. Fabíola Vasconcelos também disse ter adorado e compreendido todo o enredo da peça, o que, em sua opinião, seria impossível se não fosse o trabalho dos intérpretes.

Em meio à sessão de fotos com os deficientes auditivos, Cissa Guimarães disse ter ficado muito sensibilizada com essa experiência de poder levar cultura a um público distinto e diferenciado. De acordo com a assessoria da peça “Doidas e Santas” é provável que, em outubro, haja outro espetáculo com tradução em Libras.

Cissa Guimarães, emocionada, agradece ao apoio pela 300ª apresentação de sua peça na Gávea

Através do intérprete David Rosário, Cissa quer saber se os deficientes auditivos gostaram da peça
Confraternização: deficentes auditivos pedem mais sessões com Libras

domingo, 18 de setembro de 2011

TEATRO INFANTIL COM VERSÃO EM LIBRAS HOJE NO RIO

Renato Landim

O espetáculo infantil “Francisco e o Mundo”, em cartaz no Teatro do Jockey, disponibiliza neste domingo, dia 18, às 18:30h, sessão para os deficientes auditivos com intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Com bonecos e jogos, a peça discute o uso da tecnologia pelas crianças. O espetáculo tem texto de Renata Mizzahi e direção de Diego Molina. Nos papéis principais, Alexandre Barros, João Vithor Oliveira, Márcia Brasil, entre outros.

O Teatro do Jockey fica na Avenida Bartolomeu Mitre, 1.110, na Gávea. O ingresso custa R$20,00.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

RIO INAUGURA NOVO CENTRO PROMETENDO OFERECER MAIS EMPREGOS ÀS PESSOAS COM DEFICIENCIA

Renato Landim

A secretaria municipal da Pessoa com Deficiência inaugurou esta semana o Centro Público de Emprego, Trabalho e Renda, localizado no Centro Integrado de Atenção à Pessoa com Deficiência (CIAD). Entre outros serviços, o cento vai oferecer cadastro de empregos, emissão de carteira de trabalho e o seguro desemprego.

Para atender de maneira eficaz os deficientes, a unidade disponibiliza balcões adaptados, painel de senhas com sistema de voz, além de intérpretes de Libras. Segundo a Secretaria, com este centro, a tendência é crescer o número de encaminhamentos de pessoas com deficiência ao mercado de trabalho formal, uma vez que a pasta já vem realizando esse trabalho, via a Gerência de Inclusão no Mundo do Trabalho.

O Centro Público de Emprego, Trabalho e Renda fica no 1º andar do CIAD (Avenida Presidente Vargas nº 1997) e funciona de segunda à sexta, das 8h às 17h.   

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

PEÇA “DOIDAS E SANTAS” TERÁ SESSÃO EM LIBRAS

Renato Landim

A história de uma mulher que enfrenta uma crise em seu casamento depois de 20 anos, agravada pelas confusões armadas pela mãe, a irmã solteira e a filha agora poderá ser acompanhada, no teatro, pelos deficientes auditivos. O espetáculo Doidas e Santas terá somente nesta sexta-feira, dia 16, sessão especial com intérprete da língua brasileira de sinais (Libras). A peça está em cartaz no Teatro Vannucci, dentro do Shopping da Gávea, e começa às 21:30h.

Cissa Guimarães encabeça o elenco da peça, baseado na obra da escritora Martha Medeiros, além de Guiseppe Oristânio e Josei Antello. A direção é de Ernesto Piccolo.
Cartaz da peça Doidas e Santas, no Teatro Vannucci, na Gávea

SEM EMPRESAS DE ÔNIBUS, AUDIÊNCIA NA ALERJ CRITICA ACESSIBILIDADE EM TRANSPORTES DO RIO

Texto e foto: Renato Landim

A ausência de representantes das empresas de transporte coletivo marcou a audiência pública da Assembléia Legislativa do Rio promovida nesta segunda-feira pela Comissão de Defesa da Pessoa Portadora de Deficiência. O presidente do órgão, deputado Marcio Pacheco, mostrou-se preocupado com a postura da categoria e salientou que no próximo encontro será mais enérgico na cobrança quanto às denúncias apresentadas . O parlamentar frisou que será mais contundente com os concessionários e com os responsáveis pela fiscalização do serviço público.

Mesmo sem os empresários de ônibus, as discussões giraram em torno das condições de acessibilidade e a garantia da gratuidade para pessoas com deficiência ou doenças crônicas no Rio. Os ônibus foram o alvo principal das críticas dos participantes do encontro. As reclamações eram sobre o descumprimento das leis por parte das empresas, principalmente na zona oeste da cidade, além da Baixada Fluminense, Região dos Lagos, Niterói e São Gonçalo. As denúncias apontavam que algumas delas empregam regras próprias, como a adoção de um cartão de gratuidade específico, desconsiderando o RioCard Estadual. Ricardo de Azevedo Soares, coordenador do núcleo de Pessoa com  Deficiência do Sisejufe, alertou para a  falta de canais públicos para reclamações do serviço e que só há acesso à Fetransport, uma organização privada que, segundo ele, não responde às queixas.

A Secretaria de Transportes do Estado foi representada na reunião pela gerente de projetos olímpicos, Daisy Góis, que discorreu sobre o novo sistema de ônibus articulado que circula em vias específicas, o Bus Rapid Transit (BRT), promessa para as Olimpíadas de 2016. Segundo ela, trata-se de uma solução para permitir a mobilidade de deficientes, e comparou com o Metrô, por possuir plataformas para o acesso e saída dos passageiros, além de permitir a adoção de um sistema sonoro. Quanto aos trens, Daisy Góis destacou que um acordo entre a SuperVia e a Prefeitura do Rio vai modernizar todas as 89 estações da cidade, possibilitando o acesso de cadeirantes e disponibilizando intérpretes da língua brasileira de sinais (Libras). Na audiência, ela lembrou que os deficientes podem utilizar o canal da ouvidoria da secretaria para reclamações pelo e-mail trasnportes@transportes.rj.gov.br.

Membro da Comissão de Pessoas com Deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil, Deborah Pontes, deficiente visual, defendeu a instalação de avisos sonoros nos coletivos para indicar a localização. A advogada frisou que é impossível um cego andar de ônibus sem recorrer ao auxílio dos demais passageiros para saber em que rua está. Não só os deficientes físicos enfrentam problemas nos transportes públicos. Quem sofre de doenças renais e precisa de um acompanhamento médico constante reclama que nem sempre têm a gratuidade respeitada. O diretor da associação de doentes renais e transplantados do Rio (Adreterj), Francisco da Silva Ribeiro, se emocionou ao falar sobre o problema durante a audiência. Ele relatou episódios nos quais os doentes chegam a ser humilhados por motoristas de ônibus, comparando-os com aidéticos.

O promotor do Ministério Público do Estado, Rafael Sousa, sugeriu a adoção de um cronograma para a adequação dos meios de transporte à acessibilidade, e ainda promover ações educativas para que a população tenha mais consciência em relação aos direitos das pessoas com deficiência. De acordo com o promotor, com esta medida será possível fiscalizar os responsáveis e cobrar resultados e prazos.

Para a próxima audiência pública, o presidente da Comissão, deputado Márcio Pacheco, informou que vai convidar os titulares das secretarias de Transportes, de Assistência Social e de Pessoa com Deficiência tanto do Estado quanto do município do Rio, além da AgeTransp, a agência reguladora de transportes públicos, para debater as denúncias apresentadas na reunião.
Audiência Pública da Alerj discutiu acessibilidade e gratuidade nos trasnpotes públicos: críticas, denúncias e ausência de representantes da empresas de ônibus.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

BRASIL CAMPEÃO DO DESAFIO INTERNACIONAL DE FUTEBOL DE 5

Renato Landim

Ao vencer a Argentina por 2 a 0, o Brasil sagrou-se o campeão do Desafio Internacional de Futebol de 5, disputado neste fim de semana na sede da Andef, em Niterói. Numa partida marcada pela tensão, o grande destaque foi o goleiro Fabio Luz, que fez diversas defesas difíceis em lances de bola parada. Ao final do jogo, ele foi o atleta mais assediado, inclusive por crianças que pediram dicas de como ser um bom goleiro.

O técnico da seleção brasileira, Ramon Pereira destacou que o Desafio serviu como teste para o Brasil no Parapan. Ele acredita que o time que vai à Cidade do México tem boas condições de chegar nas seminais do torneio. Autor do primeiro gol da equipe na finalissima, Cássio frisou que o grupo está unido e que o time passou a sensação de dever cumprido.

sábado, 10 de setembro de 2011

LIVRO SOBRE EDUCAÇÃO ESPECIAL TEM LANÇAMENTO NA BIENAL

Renato Landim

O livro “Educação Especial-inclusão escolar da criança autista”, do professor José Ivanildo dos Santos, terá sessão de autógrafos neste domingo na Bienal do Livro, a partir das 11h. O evento será no stand da Livraria All Print, no Pavilhão Verde.

A seguir, segue a resenha do livro, extraída do site da editora:
Segundo Windholz (1995), “com os conhecimentos de que se dispõem hoje, sabe-se que o tratamento da pessoa com autismo ‘é uma tarefa de vida’ que não se restringe apenas ao portador, mas engloba seus familiares, a escola e demais ambientes da comunidade nos quais vive e atua”. Assim, resulta como de extrema importância o papel da escola no desenvolvimento dessas crianças. Este livro propõe, aos educadores, possibilidades para favorecer o desenvolvimento de uma criança com autismo num ambiente com menos restrições e com o máximo de recursos alternativos necessários à sua participação ativa, no contexto escolar. Sabemos que os sintomas do autismo são complexos e podem comprometer a qualidade de vida, aquisição de autonomia e participação na sociedade...

CLÁSSICO SUL-AMERICANO NA FINAL DO FUTEBOL DE 5 NA ANDEF

Renato Landim

Brasil e Argentina fazem neste domingo a final do Desafio Internacional de Futebol de 5, disputado na sede da Andef, em Niterói. A equipe brasileira chegou à essa condição ao vencer os mexicanos por 2 a 0.

Integrante da dupla de ataque do Brasil, Ricardinho frisou que o jogo deste sábado foi diferente ao da estréia, quando o México se portou melhor e evoluiu em campo. Para a final, destaca o atleta, o jogo será mais difícil, pois a Argentina, segundo ele, é uma equipe muito boa e contra o Brasil o potencial deles cresce. O jogador salienta que os brasileiros também vão entrar em quadra com a mentalidade de ganhar o jogo e o torneio. Brasil e Argentina fazem a final às 11h, enquanto que a decisão pelo 3 lugar será entre Espanha e México, às 9h.

No Futebol de 5, as partidas são disputadas por jogadores deficientes visuais. Os jogos acontecem em campos de grama sintética com bandas laterais e a bola tem guizos internos para que os atletas consigam localizá-la. Há ainda um guia, o chamador, que fica atrás do gol, para orientar os jogadores.

AUDIÊNCIA NA ALERJ DISCUTE TRANSPORTE PÚBLICO NO RIO

Renato Landim

A garantia da gratuidade para deficientes físicos nos transportes públicos do Rio será o foco da audiência pública que a Assembléia Legislativa promove nesta segunda-feira, dia 12, às 14h. Para a reunião foram convidados o secretário estadual de transportes, Julio Lopes, o presidente da Comissão de Transportes da Casa, deputado Marcelo Simão (PSB) e o presidente do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro), João Herz.

Presidente da Comissão de Defesa da Pessoa com Deficiência, o deputado Márcio Pacheco, destacou que a acessibilidade é vista como parte de um conjunto de políticas de mobilidade urbana, que permitem promover a inclusão social, a igualdade de oportunidades e o exercício da cidadania por todas as pessoas. O parlamentar frisou ainda que transporte acessível garante o direito de ir e vir, condição fundamental do ser humano.

SECRETARIA VAI CONTINUAR BLITZS PELA CIDADE EM DEFESA DE VAGAS PARA DEFICIENTES

Renato Landim

A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência do Rio confirmou que vai repetir em outras áreas da cidade as blitzes em estacionamentos de vias públicas com vagas destinadas a pessoas com deficiência. Na quinta-feira passada, equipes da secretaria e da Guarda Municipal realizaram duas operações no Centro e no Largo do Machado. O objetivo da medida era verificar se os motoristas estão respeitando as vagas.

No Centro, a operação foi concentrada nas ruas México e Senador Dantas, além da Avenida Rio Branco. Na região, os veículos portavam a credencial que permite o estacionamento nessas vagas. Depois, as equipes se dirigiram ao Largo do Machado, onde um veículo, sem a devida habilitação, estava parado numa vaga exclusiva para deficientes. Segundo reportagem da rádio CBN, o carro ainda estava estacionado sobre a “zebra”, uma área que permite o acesso e a saída dos cadeirantes ao seu veículo. Ao perceber que estava sendo alvo das emissoras de TV, o motorista demonstrou irritação, discutiu com jornalistas que registravam a cena e com os guardas. Ao sair da vaga, ele não colocou o cinto de segurança, o que lhe valeu outra multa, além da de estacionar em local irregular.

No comando da operação, a secretária da Pessoa com Deficiência, Georgette Vidor, destacou que é preciso fazer valer os direitos dos deficientes. Segundo ela, é importante que a população entenda a necessidade de respeitar o próximo e defendeu que a multa aos infratores seja mais elevada.

A lei 10.098/2000 garante às pessoas com deficiência o direito ao uso de vagas preferenciais de estacionamento, sendo destinados 2% do total de espaços. Esse ano, a Guarda Municipal aplicou 1.601 multas a motoristas que estacionam em vagas para os deficientes, enquanto que no ano passado, foram 1.729 multas. O Código de Trânsito Brasileiro prevê que o motorista que cometer essa infração receba multa de R$53,20, além de perder 3 pontos na carteira de habilitação.
Georgette Vidor acompanha de perto a blitz contra estacionamento irregular nas ruas do Rio(foto:assessoria de comunicação)

AUDIÊNCIA NA ALERJ REFORÇA DEFESA PELAS ESCOLAS ESPECIAIS NO RIO

Renato Landim

Todas as propostas de emendas apresentadas ao projeto de lei que vai instituir o Plano Nacional de Educação, relativas à educação de surdos, serão encaminhadas ao relator para a devida análise. Nesta sexta-feira, aconteceu simultaneamente em todas as capitais o Seminário em Defesa das Escolas Bilíngües para os deficientes auditivos. No Rio, o encontro encheu as galerias da Assembléia Legislativa e representou mais um movimento das unidades educacionais contra o fim das escolas especializadas em surdez.

No evento, o presidente da Comissão de Defesa da Pessoa Portadora de Deficiência, deputado Márcio Pacheco, defendeu que as escolas públicas do país passem a ministrar aulas na língua brasileira de sinais, a Libras, desde a educação infantil. O parlamentar destacou que a ação é necessária uma vez que crianças deficientes auditivas detêm outra cultura lingüística. Sobre o PND, Pacheco disse que é importante garantir a lei da escolas especiais e, mais adiante, estender o ensino bilíngüe a todas as escolas públicas.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

"5X FAVELA- AGORA POR NÓS MESMOS" É O CARTAZ DE SETEMBRO NO CINEMA LEGENDADO E AUDIODESCRITO DO CCBB

Renato Landim


O filme “5X Favela - Agora por Nós Mesmos” é o cartaz neste sábado e domingo na mostra Cinema Nacional Legendado e Audiodescrito, do Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio. As sessões têm início às 16h e são de graça. O público, no entanto, precisa retirar senhas com antecedência de meia hora. No sábado, após o filme, está programado um debate com o diretor Cacau Amaral.

O CCBB escolhe e disponibiliza um ônibus para buscar espectadores de uma instituição. A desse mês foi o IPEPIC e, neste sábado, o coletivo vai sair às 15h da Travessa São Manuel Coutinho, em São Domingos, Niterói.

“5X Favela - Agora por Nós Mesmos” é um drama e, além de Cacau Amaral, foi dirigido por outros quatro profissionais. No elenco estão Juan Paiva, Pablo Vinícius, Ruy Guerra, Flávio Bauraqui Renata Tavares. O filme é uma refilmagem nos mesmos moldes da versão de 1961 quando cinco jovens cineastas realizaram o filme “Cinco Vezes Favela”, entre eles Cacá Diegues e Joaquim Pedro de Andrade. 40 anos depois, o novo filme reúne jovens cineastas moradores de favelas do Rio de Janeiro, treinados em oficinas ministradas por nomes consagrados como Nelson Pereira dos Santos, Fernando Meirelles e Ruy Guerra, entre outros. O projeto apresenta cinco filmes de ficção, de cerca de 20 minutos cada, sobre diferentes aspectos da vida em suas comunidades.

APADA PROMOVE SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO E PASSEATA EM COPACABANA

Renato Landim

A Associação de Pais e Amigos do Deficiente Auditivo (APADA), de Niterói, programou para este fim de semana um seminário em Defesa das Escolas Bilíngües para Surdos, no Plano Nacional de Educação. Nesta sexta-feira, encontro acontece entre 13 e 18h, na Assembléia Legislativa do Rio, com discursos de parlamentares, educadores e profissionais da área de ensino, além da apresentação de profissionais da educação e lingüística em DVD.

No sábado, dia 10, está marcada uma passeata com início do Posto 6, na praia de Copacabana, a partir das 10h. O evento vai divulgar ainda o Dia Mundial das Línguas de Sinais e terá apresentação de grupos de teatro.

ÔNIBUS DA COMISSÃO DA PESSOA COM DEFICIENCIA DA ALERJ ESTÁ NA PRAÇA SAENS PEÑA

Renato Landim

Até esta sexta-feira, dia 9, O ônibus de atendimento da Comissão da Pessoa com Deficiência da Assembleia Legislativa do Rio, vai permanecer em frente à Rua Carlos Vasconcelos, próximo à cabine da PM, na Praça Saens Peña. Entre 9 e 17h, o coletivo oferece estrutura compatível para atender às pessoas com deficiência.

O ônibus dispõe de rampas de acesso, banheiro adaptado, intérpretes da Língua Brasileira de Sinais, e ainda exibe vídeos informativos. O posto móvel presta também atendimento jurídico e social e os funcionários distribuem cartilhas contendo os mais recorrentes problemas de acessibilidade e suas possíveis soluções. Outros serviços prestados pela comissão podem ser requisitados pelo telefone 0800 285 5005.
ônibus da Comissão de Defesa da Pessoa com Deficiência da Alerj (Foto:gabinete dep. Marcio Pacheco)

BRASIL COMEÇA COM VITÓRIA NO DESAFIO DE FUTEBOL DE 5, EM NITERÓI

Renato Landim

Com uma vitória de 4 X 0 sobre o México, o Brasil abriu o Desafio Internacional de Futebol de 5, praticado por deficientes visuais, que começou a ser disputado em Niterói. O torneio é disputado na sede da Andef, em Rio do Ouro, e conta ainda com as seleções de Argentina e Espanha.

A segunda partida do Brasil na competição será nesta quinta-feira, dia 8, contra os argentinos, às 15h. O presidente da Confederação Brasileira de Desportos para Deficientes Visuais, Sandro Laina, disse que o torneio é uma ótima oportunidade de preparar o time nacional para o Parapan. Ele destacou ainda que o Desafio é um canal de divulgação do Futebol de 5, que, em sua opinião, é uma das modalidades mais incríveis do esporte paraolímpico.

As semifinais da competição acontecem no sábado e, no domingo, a disputa pelo 3º lugar e a decisão. O público pode acompanhar o torneio, de graça, na sede da Andef, que fica na Estrada Velha de Maricá, 4830, Rio do Ouro

terça-feira, 6 de setembro de 2011

LOJAS DO RIO PODERÃO TER QUE ADAPTAR PROVADORES A PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Renato Landim

A Assembléia Legislativa do Rio vota nesta terça feira, em primeira discussão, projeto de lei que obriga estabelecimentos comerciais a adaptarem provadores de roupas a portadores de deficiência. O projeto nº 2.961/10 ajusta as lojas de acordo com as regras de acessibilidade a edificações, mobiliário, espaço e equipamentos urbanos da ABNT.

De acordo com a autora da proposta, a ex-deputada Sula do Carmo, a aprovação do projeto visa permitir ao deficiente físico o direito de comprar e experimentar sua peça de roupa no próprio local da compra e, se julgar necessário, trocar no mesmo dia.

FUTEBOL DE 5 PARA CEGOS FAZ EXIBIÇÃO NO RIO E EM NITEROI

Renato Landim

Quem passar nesta terça-feira pelo centro do Rio e de Niterói terá oportunidade de conhecer um pouco sobre o futebol de cinco, para deficientes visuais. Na demonstração, os jogadores da seleção brasileira da modalidade vão apresentar ao público um pouco das técnicas, características e jogadas do esporte.

Às 11:30h, os jogadores fazem apresentação na estação das barcas na Praça XV, no Rio, e a partir das 16:30h, o mesmo acontece no Shopping Bay Market, em Niterói. As ações têm por objetivo divulgar o esporte , além do Desafio Internacional de Futebol de 5, torneio que vai acontecer entre quarta e domingo, em Niterói, na sede da Andef, e que servirá de preparação para os Jogos Paraolímpicos de Guadalajara, no México.

No futebol de 5, disputado por jogadores deficientes visuais,  os jogos acontecem com os atletas vendados, em campo de grama sintética com barras laterais e as bolas contém guizos em seu interior com os quais conseguem localizá-la. Atrás dos gols, fica situado um guia, conhecido como chamador, que orienta os jogadores.

LIVROS INFANTIS EM BRAILLE PRODUZIDOS POR PROFESSORES DE NITERÓI SERÃO ATRAÇÃO NA BIENAL

Renato Landim

Livros infantis e infanto-juvenis transcritos em braille serão expostos hoje, às 17h, na Bienal do Livro, no Pavilhão Verde, no Espaço Letras de Niterói. São obras adaptadas de autores renomados nesse segmento como Ruth Rocha, Ana Maria Machado, Tatiana Belinky, entre outros, resultantes de cursos da Grafia Braille, oferecidos pela Coordenação de Educação Especial da Fundação Municipal de Educação de Niterói, aos professores da cidade. As peças têm tipos ampliados e ilustrados em alto-relevo, com texturas diversas e objetos tridimensionais.

De acordo com a professora Ana Prado, a Coordenação da Educação Especial, oferece cursos de formação aos professores, desde o ano passado e cada participante transcreveu um livro. As imagens foram confeccionadas com materiais como EVA, madeira, tecidos, entre outros.

Segundo Ana Prado, os livros oriundos da 2ª edição do curso apresentaram maior elaboração, nos quais foram empregados novos experimentos, além do tato. Foram explorados aromas, sons, luzes e adotada a interatividade, entre outros. A professora acrescenta que as obras são destinadas a todos aqueles que apreciam esse gênero literário, não apenas aos deficientes visuais.

RIO COMEÇA A DISCUTIR ACESSIBILIDADE NA RIO+20

Renato Landim

A Conferência Rio+20, marcada para junho de 2012 na cidade, terá preocupação com a acessibilidade, além de discutir os rumos das políticas voltadas ao meio ambiente no mundo. Reunião nesse sentido ocorreu semana passada entre membros da Comissão de Acessibilidade e Inclusão Social da entidade e a secretaria municipal da Pessoa com Deficiência. O encontro serviu para discutir as medidas a serem tomadas para tornar acessível o evento que deve reunir cerca de 10 mil pessoas.

Nos próximos meses, outras reuniões semelhantes estão programadas, de modo a assegurar que a Rio+20 ofereça acessibilidade aos participantes, tanto em adaptações físicas quanto na prestação de serviços.

Consultora em Acessibilidade da Rio+20 e cadeirante, Izabel Maior, disse que a conferência será um termômetro de acessibilidade para os próximos eventos internacionais que o Brasil vai receber, como a Copa do Mundo, as Olimpíadas e Paraolimíadas.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

LIVROS INFANTIS VOLTADOS PARA DEFICIENTES VISUAIS PRODUZIDOS POR PROFESSORES DE NITERÓI SERÃO ATRAÇÃO NA BIENAL

Renato Landim


A Bienal do Livro, no Riocentro, vai expor, nesta terça-feira, dia 6, às 17h, publicações voltadas para os deficientes visuais. Serão livros infantis e juvenis, produto dos cursos da Grafia Braile, oferecidos pela Coordenação de Educação Especial da Fundação Municipal de Educação de Niterói, aos professores da cidade. As peças estão disponíveis em braile, têm tipos ampliados e ilustrados em alto-relevo, com texturas diversas e objetos tridimensionais. A mostra será no Pavilhão Verde, no Espaço Letras de Niterói.

De acordo com a professora Ana Prado, a Coordenação da Educação Especial, responsável pelo processo de inclusão dos alunos com deficiência visual e surdocegueira, oferece cursos de formação aos professores. Desde o ano passado, são ministrados cursos de Grafia Braile, em que cada participante transcreveu um livro infanto-juvenil em braile, utilizando ainda tipos ampliados e contendo ilustrações. As imagens foram confeccionadas com materiais como EVA, madeira, tecidos, entre outros.

Segundo Ana Prado, os livros resultantes da 2ª edição do curso foram mais elaborados, nos quais foram empregados novos experimentos, além do tato. Foram explorados aromas, sons, luzes e adotada a interatividade.



sexta-feira, 2 de setembro de 2011

ESTUDANTES CEGOS PODERÃO CONTAR COM MATERIAL DIDÁTICO EM CD

Renato Landim

Os deficientes visuais que estudam nas universidades do Estado do Rio poderão comprar cópias em CDs de livros didáticos. O projeto de lei 2.270-A/09, na prática, atualiza a lei com o mesmo teor que, anteriormente, mencionava somente o disquete, já em desuso, e vale apenas para as editoras das instituições públicas

O projeto é de autoria do deputado Alessandro Calazans (PMN) e foi aprovada em segunda discussão pela Assembléia Legislativa do Rio. Agora, será enviada à sanção do governador Sérgio Cabral, que terá quinze dias para sancionar ou vetar a proposta.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

UMA CONVERSA COM DEBORAH PRATES: SEM VER AS DIFICULDADES

Renato Landim

Após a sessão do documentário Uma simples cegueira, na mostra Assim Vivemos, no Centro Cultural Banco do Brasil, o RIO COMUNIDADE conversou com a protagonista do filme, a advogada Deborah Prates, sobre diversos assuntos ligados à acessibilidade e aos direitos dos deficientes físicos. Atualmente à frente da Comissão da Pessoa com Deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Rio, Deborah destacou um dos primeiros reveses que viria a sofrer tão logo ficou constatada sua cegueira, há cinco anos. “Perdi todos os meus clientes quando fiquei cega. As desculpas deles eram as mais variadas. Diziam que, dessa forma, eu não teria condições de acompanhar os processos, o que iria a ser feito por outra pessoa”, frisou.

Atualmente, dedica boa parte de seu tempo ao estudo da legislação voltada aos direitos dos deficientes físicos. Além disso, Deborah conta que, para se manter financeiramente, fazer palestras tem sido uma fonte de renda, que dá para cobrir algumas despesas. Ela aproveita a oportunidade para ressaltar a lacuna que existe no Rio de Janeiro para um deficiente visual obter um cão-guia. Jimmy, seu acompanhante, foi importado dos Estados Unidos e recebe todos os comandos são em inglês. “Trazer um cão-guia de outro país é uma tarefa bem complexa e exige cuidados, sobretudo muitos gastos”, disse a advogada, acrescentando que é uma realidade para poucos.

Deborah Prates, ainda a respeito do cão-guia, faz uma advertência àqueles deficientes visuais que entendem que todos os comandos têm que ser adotados pelo animal. “Costumo dizer que Jimmy é meus olhos, mas eu sou o cérebro dele”, esclarece ela. Deborah aponta para um detalhe muito comum entre seus pares: a transferência da dependência de fatores do quotidiano para o cachorro. “Creio que o deficiente visual deve se assumir diante da dificuldade e percebo que alguns ainda fingem que nem cegos são, talvez por temer receber a piedade das pessoas”, conta.

A advogada ressaltou que, assim como as pessoas que enxergam numa situação difícil pedem auxílio, os deficientes visuais precisam proceder da mesma forma. “Jimmy me ajuda desviando de obstáculos, mas quem decide andar para esquerda ou direita sou eu”, salienta. Deborah Prates espera que o documentário seja um elemento para que a sociedade compreenda melhor o dia-a-dia dos deficientes visuais, e defende o título do filme, alvo de algumas críticas. “Alguns recriminaram a menção da palavra simples. Quem escolheu a frase foram os diretores do filme e foi tirada do contexto de uma fala minha. Quero mostrar que a cegueira não limitou meus movimentos e levo uma vida normal”, destaca.
Deborah Prates, Jimmy e eu, durante sessão do Assim Vivemos, no CCBB