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terça-feira, 27 de setembro de 2011

ROCK IN RIO DESAFINA NO TRATO AOS DEFICIENTES FÍSICOS

Renato Landim

O Rock in Rio já começou e centenas de pessoas compareceram nos primeiros dias do festival. Se as noticias quanto ao acesso e o serviço dos transportes públicos não foram consideradas boas, os deficientes físicos que planejam acompanhar o evento têm muitas dúvidas quanto a melhor forma de chegar à Barra da Tijuca.

O site oficial do Festival conta com duas orientações principais. Para chegar à Cidade do Rock, os deficientes físicos devem utilizar o portão especial localizado no lado esquerdo da entrada. Na parte interna, eles ficarão em um local reservado com vista para os Palco Mundo e Sunset. Segundo informações do Festival, cada cadeirante terá direito a levar um acompanhante para o setor. Para os deficientes visuais que forem acompanhados de cão guia, o site não faz referencia alguma, embora uma reportagem da Rede Globo, na semana passada, tenha informado que o acesso deste será permitido, ao contrário de animais em geral. No entanto, também não há informações sobre a existência de pisos táteis e locais específicos para deficientes visuais e o cão-guia acompanharem os shows com segurança.

Quanto ao transporte, a Fetransport pôs a disposição as Linhas Primeira Classe, ao custo de R$30,00, que partem de 14 pontos do Rio de Janeiro com hora determinada e que deixarão os passageiros bem próximos à Cidade do Rock. As linhas não são adaptadas para cadeirantes, apesar de os ônibus ostentarem o selo de acessibilidade, e há relatos de que quem for utilizar o serviço será carregado no colo ao interior do coletivo, e a cadeira colocada em um bagageiro. Quem quiser usar os ônibus circulares, o Terminal Alvorada dispõe de Linhas Circulares com destino ao local do evento no Autódromo, que vão funcionar o dia todo. Tanto no Autódromo quanto no Riocentro, segundo a organização, haverá vans especiais exclusivamente para deslocar os deficientes físicos ao local do evento, assim como cadeiras de transbordo também estarão disponíveis no estacionamento em frente ao local dos shows. Os organizadores informam que o serviço será feito com o auxílio de profissionais treinados para realizar o procedimento de forma correta. Outra opção pode ser os táxis adaptados que deixarão os deficientes físicos dentro da Cidade do Rock. Os preços, em média, custam R$ 200,00.

Eduardo Camara, do blog Mãos na Roda, relata que no Terminal Alvorada houve congestionamento no primeiro dia do evento. Nos ônibus, mesmo com o elevador específico, teve de subir carregado, embora tenha sido observado o embarque preferencial.  Segundo ele, a alegação dos motoristas era para agilizar o serviço e escoar mais rápido os passageiros. No desembarque, a denúncia era quanto a ausência das vans que levariam os cadeirantes até a entrada da Cidade do Rock. A solução foi percorrer cerca de 1,5 km e vencer a dificuldade para encontrar os locais com rampas, pois, segundo eles, não havia sinalização.

Na área interna do Rock in Rio, de acordo com informações do “Mãos na Roda”, a região destinada aos cadeirantes está posicionada de forma obliqua, mas é considerada boa. Eduardo Camara  sugeriu que pudesse ser num nível mais alto e localizada mais na parte central do palco, para poder acompanhar melhor os shows.  A reclamação maior foi para a falta de consciência de outros cadeirantes que puseram no espaço até cinco acompanhantes, e se postavam de pé, prejudicando a visão do palco. Quanto aos banheiros, de acordo com Camara, só havia sanitários químicos, colocados longe da área reservada, e ainda eram usados por todos os frequentadores. Ao final da noite, não foi realizado o asseio devido, sendo impossível utiliza-los.




Entrada dos deficientes físicos na Cidade do Rock



Visão do palco do Rock in Rio da área destinada aos cadeirantes (fotos: blog Mão na Roda)

Disposição das atrações, inclusive das áreas onde ficam os deficientes físicos (foto:divulgação)

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