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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

NO DIA DE LUTA DO DEFICIENTE, IDODOS ATRAEM ATENÇÕES NO NITEROI ACESSÍVEL

Texto e fotos: Renato Landim

Para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, Niterói promoveu mais uma edição do Niterói Acessível, montada na área ao lado do shopping Bay Market, no Centro. Durante quatro horas, o evento ofereceu serviços gratuitos tanto para deficientes quanto para o público em geral em questões de cidadania. Em várias tendas era possível medir a pressão, fazer testes de glicose e receber dicas de beleza, entre outros.

Na tenda da Associação dos Profissionais Tradutores/Intérpretes de Libras, (Aprilrj), as principais dúvidas dos deficientes auditivos eram sobre cursos do SENAI e o serviço de atendimento pelo computador. “Eles querem saber sobre o funcionamento da nossa Central Online, que ajuda em várias situações nas quais eles teriam dificuldades de comunicação”, disse a intérprete Fabíola Soares. Perto dali, o espaço do Jardim Sensorial da Faetec era envolto por uma lona, que atribuía um ar de mistério ao lugar. “Isso é para dar mais privacidade a quem vier fazer o teste, pois se usa uma venda, e muitas pessoas ficam com vergonha”, justifica a responsável pelo programa Ângela Linhares. Um dos que experimentaram o Jardim foi o estudante Eduardo Glasser, que considerou o trabalho interessante. “Fazemos um pré-julgamento e quando olhamos para uma planta, por exemplo, não damos a menor atenção. Serviu para sentir como é a vida real do deficiente visual”, revelou.

A secretária de Acessibilidade de Niterói, Tânia Rodrigues, disse que a data serve como reflexão sobre as conquistas alcançadas e o que deve ser feito mais adiante. Ela destacou que o evento ajuda a produzir na sociedade a conscientização que o deficiente físico tem capacidade para quaisquer atividades. “Levamos o Niterói Acessível a todos os bairros da cidade e pretendemos mostrar o deficiente que deu certo, e dizer àquele que está em casa, desmotivado, que ele pode contribuir com os semelhantes”, frisou a secretária.

O local mais concorrido foi o da Fundação Leão XIII, que oferecia, de graça, 2ª via de documentos. Morador de Santa Bárbara, o desempregado Ricardo Augusto foi uma das cerca de 200 pessoas que aguardavam na fila para atendimento. Ele reclamou das poucas senhas distribuídas, e depois de esperar por 45 minutos, saiu com o requerimento de carteira de trabalho, que vai ajudá-lo a conseguir um emprego.

O público que usava o Bay Market como passagem até o Terminal Rodoviário parava por instantes para ver apresentações de grupos de dança em cadeira de rodas e de basquete adaptado do time da Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef). Ao final do evento, a apresentação do “Arte de Dançar”  de levou o público estimado de cem espectadores ao delírio. Formado em sua maioria por mulheres e apenas um homem com média de idade de 60 anos, o grupo dançou hip-hop, funk e músicas americanas dos anos 70, dando um exemplo de saúde e vitalidade. Aos 88 anos, Acyr Magalhães mostra com orgulho sua carteira de identidade, esbanja simpatia e vontade de viver. “Quando o professor liga o som, o mundo acaba para mim. Só tem Ele (Deus), eu e a música”, disse a aposentada, que continuou dançando durante a entrevista.


Alessandra Gomes e Júnior dançando no Niterói Acessível, no Centro


Estudante Eduardo Glasser experimenta o Jardim Sensorial: "senti a vida real do deficiente"

Grupo Corpo em Movimento, da Andef, arrancou aplausos

"Arte de Dançar"; idosos levaram o público ao delírio

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