Loading...
NOSSA PROPOSTA

Este blog é uma realização de jovens jornalistas da Universidade Salgado de Oliveira, em Niterói, trazendo o que acontece na cidade e adjacências nas áreas de educação, moda, cultura, lazer, esportes, política, economia, responsabilidade social e temas da atualidade, destacando o jornalismo comunitário.

Pesquisar este blog

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

PRESENÇA DE DEFICIENTES AUDITIVOS EMOCIONA PLATÉIA E ELENCO DE “DOIDAS E SANTAS”

Texto e fotos: Renato Landim

Para celebrar a 300ª apresentação do espetáculo, o elenco da peça “Doidas e Santas” praticou um gesto de solidariedade e demonstração de amor ao próximo. Um grupo de cerca de 20 deficientes auditivos ligados ao Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) pôde acompanhar a comédia com o auxílio de intérpretes de Libras.
Revezando-se na função, Jadson Abraão e Davi Rosário levaram a eles o clima da peça, em que Beatriz, personagem de Cissa Guimarães, entra em crise, após um casamento de vinte anos. Cansada de uma vida sem aventuras, ela ainda enfrenta a indiferença do marido, que pensa mais em si , e as confusões armadas por sua mãe, a irmã solteira e a filha. “Foi uma vitória do teatro”, resumiu a atriz Cissa Guimarães sobre a experiência pioneira.

Emocionada após o espetáculo, Cissa  recebeu um bolo sobre o qual velas formavam o número 300 e quis saber se os deficientes auditivos haviam gostado do espetáculo, recebendo uma resposta positiva. No hall do Teatro Vannucci, uma senhora manifestou orgulho por estar na mesma sessão a qual os surdos tiveram acesso, por considerar o fato um exemplo de cidadania e de respeitos aos direitos.

Unânimes em pedir mais sessões teatrais em Libras, os deficientes auditivos, de modo geral, disseram estar satisfeitos. Lúcia Severo contou ter sido esta sua  primeira vez no teatro com tradução na língua dos sinais. Ela revelou já ter ido a outro espetáculo, mas como não havia esse recurso, apenas acompanhou a movimentação das cenas, sem, no entanto, nada compreender. “Gostei muito”, contou, na comunicação própria dos surdos. Fabíola Vasconcelos também disse ter adorado e compreendido todo o enredo da peça, o que, em sua opinião, seria impossível se não fosse o trabalho dos intérpretes.

Em meio à sessão de fotos com os deficientes auditivos, Cissa Guimarães disse ter ficado muito sensibilizada com essa experiência de poder levar cultura a um público distinto e diferenciado. De acordo com a assessoria da peça “Doidas e Santas” é provável que, em outubro, haja outro espetáculo com tradução em Libras.

Cissa Guimarães, emocionada, agradece ao apoio pela 300ª apresentação de sua peça na Gávea

Através do intérprete David Rosário, Cissa quer saber se os deficientes auditivos gostaram da peça
Confraternização: deficentes auditivos pedem mais sessões com Libras

Nenhum comentário:

Postar um comentário