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terça-feira, 23 de agosto de 2011

RIO DISCUTE SITUAÇÃO DOS AUTISTAS

Renato Landim

A Câmara Municipal do Rio promoveu audiência pública sobre os desafios do autismo com a finalidade de conscientizar as famílias e a sociedade para o assunto. Com o tema “Filhos autistas: o Rio precisa conhecer”, o debate foi promovido pela Comissão de Defesa da Mulher, presidida pela vereadora Tânia Bastos (PRB), e reuniu, além de parlamentares, pais com filhos autistas e representantes de associações de classe.

Em seu pronunciamento, a diretora do Instituto Municipal Helena Antipoff, Kátia Nunes, salientou para a importância de se conhecer as principais necessidades do autista. Ela chamou atenção que não se deve fazer uma sociedade seletiva, e sim para todos. Para isso, segundo Kátia Nunes, é preciso que professores interessados na área da Saúde tenham capacidade de lidar com todos os alunos, e que ocorra uma inclusão de fato.

Para o vice-presidente da Comissão da Mulher, Dr. Eduardo Moura (PSC), o objetivo é fazer com que a população saiba da necessidade de realizar o diagnóstico precoce como forma de evitar um desenvolvimento tardio do autismo. Pai de duas crianças autistas, o vereador Paulo Massina (PV) alertou para a necessidade do desenvolvimento de políticas públicas para a conscientização do autismo. Ele defendeu ainda maiores investimentos em locais que fazem tratamentos específicos e educação inclusiva, pois, em sua avaliação, o autista precisa conviver e interagir com a sociedade, como qualquer outra criança. O vereador é autor do projeto de lei nº 900/2011, que tramita na Casa, que propõe ao Poder Executivo a divulgação de identificação do autismo infantil por meio de material impresso específico.

A audiência na Câmara Municipal do Rio foi marcada por problemas de acessibilidade. Convidada a participar da reunião, a secretária da Pessoa com Deficiência, Georgette Vidor, não conseguiu chegar ao plenário. Para isso, ela precisaria descer uma escada íngreme utilizando uma cadeira de rodas própria para o transporte de cadeirantes. Ela esclareceu que, pessoas com lesão medular, como o seu caso, não há sustentação do tronco, aumentando a sensação de insegurança e se recusou a usar esse meio. Antes de ir embora sem participar do encontro, a secretária salientou que um elevador seria o ideal para resolver a questão. Segundo Georgette, a adaptação é possível, apesar de o Palácio Pedro Ernesto ser um prédio histórico.  Por sua vez, a assessoria de imprensa da Câmara ainda não se pronunciou sobre o episódio.
Composição da Mesa durante audiência pública na Câmara Municipal do Rio discutindo o autismo na cidade. Foto: assessoria de comunicação social.
Para chegar ao plenário, a secretária da Pessoa com Deficiência Georgette Vidor tinha de descer as escadas com o auxilio de uma cadeira de rodas especial. Ela sugere a instalação de um elevador para melhorar a acessibilidade na Casa. Foto: assessoria de comunicação social

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