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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

DEFICIENTES VISUAIS ELOGIAM AUDIODESCRIÇÃO EM “EMILINHA E MARLENE”

Renato Landim

O figurino das protagonistas, a localização dos atores no palco e a reverência às cantoras no final do espetáculo são momentos que os deficientes visuais podem acompanhar sem problemas durante apresentação do musical Emilinha e Marlene – As Rainhas do Rádio, em cartaz no Teatro Maison de France, graças ao sistema de audiodescrição, disponibilizado em uma sessão por mês. Na apresentação de novembro, um grupo de cegos adorou o trabalho e o espetáculo, por consequência. A última sessão do ano será nesta sexta-feira, às 19:30h.

A educadora Maria Helena Pena considerou que o serviço realmente ajuda os deficientes visuais a acompanhar passo a passo o enredo da peça. Sem a audiodescrição, de acordo com ela, ficaria uma lacuna e dá a possibilidade de fazer comentários precisos sobre a obra com outras pessoas. Opinião semelhante teve o Hercen Hildbrandt, do Instituto Benjamin Constant. Em sua opinião, o serviço melhora a compreensão da peça e destaca a qualidade do trabalho realizado no musical. Ele conta que já frequentou várias peças sem o auxílio, mas ressalta que com a audiodescrição é realmente melhor para os cegos.

Em estada no Rio, o gaúcho Cristian Sehnem classificou de fundamental a audiodescrição em espetáculos culturais, ainda mais,  segundo ele, em musicais. Com isso, frisa, é possível compreender o enredo da peça. Ele compara assistir um filme sem audiodescrição a jogar seu tempo no lixo por não ter como entender com precisão o que se passa.

O espetáculo desta sexta-feira, dia 9, começa às 19:30h e o ingresso custa R$30,00, em promoção estendida também para o acompanhante do deficiente, segundo informa a produção da peça. O teatro Maison de France fica na Av. Presidente Antônio Carlos, 58, Centro, e, segundo a administração, o espaço oferece condições satisfatórias de acessibilidade.

No palco, as atrizes Vanessa Gerbelli e Solange Badin interpretam as duas estrelas da época de ouro do rádio, principalmente da Rádio Nacional. A rivalidade que marcou a carreira das cantoras é tanta que os ingressos para a peça são vendidos para dois setores distintos: os fãs de Emilinha Borba e os de Marlene.

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